Não fiquei de NF até atingir o peso X, mas após quebrá-lo, fiz LF baixinho e, mesmo com alguns dias a mais de demora, atingi o tal peso. Fiquei feliz, mas tenho evitado me olhar no espelho porque tenho medo de não notar diferença e me deprimir. Tenho tirado algumas fotos pra depois comparar. Vamos ver.
Esta semana decidi fazer o ECA, mas sem a aspirina porque ela acaba com meu estômago. Então, tomei 2 comprimidos de Franol, 1 cápsula de pó de guaraná e um copo de coca-cola. Ontem, acho que senti os efeitos por umas 10 horas! Às vezes fico com medo de infartar de tão acelerado que fica meu coração. Mas não deve ser tão grave assim. Fico numa mijadeira do caralho, fora a salivação. E, sei que é bem idiota, mas sinto medo de engolir a saliva que se junta e que isso me deixe mais pesada. Quando estou em casa e sozinha, fico cuspindo num potinho com água para evitar a culpa. Bem nojento.
Lá pelo 8º dia sem fumar, acabei fumando um. Não por vontade. Estava nervosa e queria me acalmar. Não teve mais o sabor de antes. Foi realmente sem graça. Acho que acabou o vício, mesmo vendo, sentindo cheiro, nada de vontade. Ótimo!
Estou terminando uns e começando outros trabalhos da faculdade. Daqui a umas duas semanas serão as provas do 2º bimestre. Já já férias. Que horror, está passando rápido! Esqueci de comentar, mas fui inacreditavelmente bem nas provas do 1º. Nenhuma nota vermelha, fora os 10 que só por jesus! Quem me conhece sabe que faço uma tempestade desgraçada de “Ai meu deus! Tenho que tirar boas notas!”, mas acabo não estudando nada.
Bom, é isso. Espero perder algo com o ECA até sexta. Sem metas. Só espero perder algo. Perdendo mais 1kg estarei de volta à aquele tal ‘ponto de equilíbrio’ que falei, em que me sinto razoavelmente bem e à vontade para sair da cama. Não sei se dessa vez alcançar este peso será o bastante.
Tenho que ficar consciente, tenho que ficar consciente, tenho que ficar consciente!
terça-feira, 15 de maio de 2012
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quarta-feira, 9 de maio de 2012
As ultimas semanas não foram fáceis. Tenho acordado praticamente todos os dias pensando ‘Não vou comer hoje!’. No começo acabava desistindo, porque NFs mais me ferraram do que ajudaram. Mas, não é só questão de ficar alguns dias sem comer nada e emagrecer. Eu me sinto muito, muito bem de NF, mesmo sabendo a tempestade que será no dia que tiver que comer novamente. Acabei fazendo 2 dias num fim de semana, e já dá vontade de nunca mais comer. Ontem comecei outro. Estipulei um peso X e vou ficar até alcançá-lo.
Às vezes, por alguns minutos, me arrependo. Mas que droga! Não tem outra forma. Não há nada pior que me trocar pra facul, e me sentir tão, tão nojenta, que dá vontade de desistir de ir e ficar na cama eternamente. Então foda-se! Vou fazer essa merda.
Estava lembrando, agora no comecinho de maio fez 5 anos que tenho o blog. É tempo pra danar! Foi bom registrar esses anos. Sempre fico pensando que quando tudo passar, vou gostar de ler e perceber como as coisas já estiveram ruins, e passou. Logo fará 7 anos dessa droga toda. Eu só queria perder uns quilos bobos, e depois tudo voltaria ao normal. Queria não ser tão extrema. Não era pra ser por tanto tempo assim! Não era.
Hoje é o sexto dia que não fumo. É, já tem um tempo, fumava um aqui e outro ali pra ficar mais calma ou sem fome. Quando vi estava fumando todo santo dia e cada vez mais. Já nem me tirava a fome, nem nada. Então resolvi parar. Pensei que fosse subir pelas paredes de tanta agonia, mas agora quase não sinto mais vontade já. Ainda bem! Está muito melhor assim.
Ah, que droga. Já escrevi melhor que isso. Acho que perdi o costume. Estou com a sensação de que tem algo que quero dizer, mas não sei que palavras usar. Preciso parar de preguiça e postar com mais freqüência. É foda.
<3
Postado por Anne Darkness às 13:13 4 comentários
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Eu senti que estava tendo uma daquelas recaídas. Talvez por isso tive tanta vontade de voltar a postar.Desde que esse ano começou, estive entre 2-4 kg acima do meu ‘ponto e equilíbrio’. Nada tão grave a ponto de deixar as calças apertadas, nem nada assim. Mas eu já estava me descabelando! Porém, tentava pensar que eu voltaria, naturalmente e sem precisar tomar nenhuma medida drástica, ao meu peso razoável lá do tal ‘ponto de equilíbrio’. Mas não. E ainda engordei mais 1 kg. Pronto! Surtei! Acho que é a fragilidade emocional do momento, afinal, as provas e trabalhos acabam hoje, e isso realmente me abala. Bom, não sei. Tenho medo de ser algo mais grave e que dure mais do que o tempo necessário para que eu perca os tais quilos que tanto incomodam. Não quero tudo aquilo de novo. Mesmo. Só quero me odiar um pouco menos. Poucas coisas doem tanto quanto ver tantos corpos perfeitos zanzando naquela faculdade, é.

Postado por Anne Darkness às 16:40 5 comentários
quinta-feira, 15 de março de 2012
Não, não passou. Todos os dias ainda tenho vontade de ficar 5 dias sem comer como antes, mas não o faço. Fico o tempo todo cuidando pra não ter uma recaída muito seria que me faça regredir ao que era há alguns anos atrás. Então mesmo me sentindo uma porca, eu como todos os dias, mesmo que pouco, mas como. E dói. POR DEUS, como dói! Me sentia tão, tão forte quando seguia um plano de dieta até o fim. E sequer imaginava o quanto teria que me desdobrar para conseguir o oposto sem arrancar minha cabeça fora.
Aquele namoro, que comentava aqui, é, acabou em outubro do ano passado. Esperei muito tempo até ter coragem de chegar nele e falar que não gostava mais como namorado, que não queria mais, e que ele fazia coisas e me tratava de uma forma que estava me fazendo mal. Por um bom tempo arrastei a relação, por um medo idiota de não sei o que! Talvez medo da mudança em si. Bom, e depois de terminar eu tinha total certeza de que a ultima coisa que eu queria era alguém no meu pé. Ok. Uns 10 dias depois, conheci um cara. Fui pagar pra ver. Pronto, ai estamos. E eu não mereceria perdão se tivesse o deixado ir! Parece que o destino estava me guardando ele, só esperando o momento. Não sei, nunca me senti assim.
Talvez eu não volte mais a postar como antes. Mesmo querendo, sinto que não me faria bem. É complicado. Aqui a maioria se apóia numa dieta, e eu não posso, e não quero passar por todo aquele inferno de novo. Talvez ele volte uma hora ou outra, às vezes me sinto a ponto de explodir se não fizer algo para emagrecer. Mas meu peso está razoável, e mesmo não tendo isso tão claro na mente, eu sei que é a doença que o faz, então tento pensar que estou uns 5 ou 6kg mais magra do que penso que estou. Não é a melhor coisa do mundo, mas dá pra sobreviver. E enquanto der pra aguentar, eu não vou me entregar a isso de novo.
É isso. Vamos ver, se rolar eu volto a postar :)

Postado por Anne Darkness às 00:02 7 comentários
terça-feira, 26 de julho de 2011
As coisas estão diferentes. Eu estou diferente. Coisas a que antes eu dava grande importância, hoje ficam em segundo plano. Trocaram-se os papéis.
Talvez eu tenha crescido. Com relação a tudo.
Foi melhor. Claro que foi melhor.
Sinto que ainda ficou um buraco, alguma coisa não resolvida no passado. E que se eu não acertar as contas, alguns desses monstros sempre irão me atormentar. Mas não sei bem se tenho coragem de arriscar viver tudo de novo apenas pelo reparo dessa falha – que eu nem sei de fato o que é.
Sabe quando você come demais por 3 dias e se sente um lixo quando se dá conta de qual é a real?
Já imaginou sentir-se assim, pelo resto da vida, toda vez que se come demais ou algo fora do plano?
Enquanto o equilíbrio é mantido é fácil aguentar. Mas e quando não, vai toda vez haver uma droga de recaída que irá durar meses?
É, eu não quero ser assim pra sempre. Isso tudo já tirou de mim mais do que devia.
Mas não é simples lutar contra algo que está dentro de você, algo que É você. E que em vários momentos do dia dão um jeito de te lembrar que estão ali, por perto.
O tempo todo.

Postado por Anne Darkness às 06:32 14 comentários
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Are Only Grains
Meu último ano na zona-de-conforto.
A verdade é que sempre a odiei. Toda essa dependência maldita me dá nojo. Mas me sinto como uma criança perdida no parque quando tento imaginar como vai ser depois.
É tudo tão amplo e incerto. E ao mesmo tempo convidativo. Porém em nenhum momento deixa de ser assustador.
Não quero fazer o mesmo que todo mundo, no mesmo lugar que todo mundo, e do mesmo jeito que todo mundo. Não quero fazer um curso idiota de 8 por vaga em uma faculdade particular, como todo mundo.
Tenho medo por meus irmãos, e pelo meu pai. Tem qualquer coisa de muito auto-destrutivo em nossa linhagem. Eles cometeram erros com os mesmos princípios, e eu também. E tudo continua a caminhar nesse padrão, que nos levará a um abismo familiar e, até óbvio, pelo que já fomos obrigados a ver. Não suportaria perder outro deles. Não pelo mesmo motivo. Não suportaria ouvir meu pai dizer que 'deus colheu uma rosa de seu jardim'. Tenho vontade de sacudí-lo e dizer que ele parece estar disposto a deixar que esse mesmo deus acabe com sua roseira a machadadas e ateie fogo no que sobrar, senão já teria feito algo.
Estou bem próximo, como não há muito tempo, da minha tão sonhada meta, que eu faltava deixar que decepassem-me o braço se isso me fizesse ter o tal peso. Nunca estive tão consciente de que, no final do arco-íris não há ouro, e sim apenas cereais. A verdade é que eu sempre soube. E menti para mim mesma por anos. Afinal, a possibilidade era tão extasiante... Mesmo que, talvez, em nenhum momento, eu tenha realmente precisado do tal pote de ouro. Mas eu o queria muito. Ainda quero. Mas ele não existe.
Nunca existiu.
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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Odeio toda a energia positiva que essa época do ano desperta nas pessoas. Derrepente, todo mundo fica bonzinho, todo mundo acredita num futuro melhor, que algumas fantasias são capazes de transformar vidas, num ano com maiores conquistas, com mais dinheiro, etc. Ninguém pensa em melhorar em julho, em agosto. Ninguém perdoa ninguém em outra época do ano, a não ser em dezembro. E na última semana de dezembro.
2010 foi bom pra mim. Eu melhorei significativamente dessa droga. Ainda falta muuuito, mas com o tempo tudo se ajeita e as recaídas ficam menos frequentes e menos intensas, eu acho. Foi bom ter meus amigos, foi bom ter o N. Dia 1 de janeiro completamos 1 ano já. Foi bom tudo o que fizemos juntos, tudo o que conversamos, todas as broncas que ele me deu. Não sei se foi bom pra ele também, mas eu me esforcei o máximo que pude pra fazer ele feliz tanto quanto ele me fez. Claro, eu sei que uma hora vai perder a graça, ou a falta de tempo será maior, e então vai cada um para um canto. Vou ficar broxada por alguns dias, até conhecer outra pessoa, etc etc etc. Sou bem realista com relação a isso.
Não estou esperando nada de ninguém, nem de qualquer outra coisa, porque SEMPRE que nos empolgamos e esperamos, ansiosos, por determinada coisa, é decepção na certa! E quanto mais se espera, maior a decepção. Então, não tenho nenhuma grande expectativa sobre 2011, assim como não tive sobre 2010 que foi um ano bom, no geral. Claro que alguma esperança todo mundo que faz a contagem regressiva para as 00hrs do dia 1º acaba criando. É exatamente como começar um caderno novo. Aquelas folhas branquinhas, você se dispõe a escrever com a letra mais bonita que conseguir. E é o que você faz. Mas uma hora acaba cansando de se esforçar tanto. Afinal, que retorno você tem? As vezes nenhum. Então é melhor terminar esse caderno de qualquer jeito, que no próximo você faz letra bonita até a última folha. É sempre assim...
Sei que para muitas, sentar-se na mesa da ceia de hoje será um inferno. E não tenho nenhum conselho sobre isso, porque confesso que não me imagino nunca mais conseguindo fazer duas coisas ao mesmo tempo: comer e dar risada. Mas é melhor tentar. Nem que seja só para dizer que tentamos.
Foi bom ter vocês por mais um ano. Muitas sumiram, e apesar de, isso sempre me passa a ideia de recuperação. Esse deve ser o lado bom.
Amo tooodas!
Postado por Anne Darkness às 15:05 13 comentários
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Pronto. Acabou tudo. FÉRIAS! Finalmente férias!
Ontem foi a última apresentação do ano. Toquei Imagine, do John Lennon no piano. Ficou boa e tal, as pessoas gostaram, enfim...
O curso e a escola já terminaram tem quase uma semana. E mais alguns dias estarei livre do teclado também.
Feliz? É.
Me sinto estranha. O ano acabando, e eu não senti necessidade de fazer as contas, saber quantos quilos perdi nos 12 meses e me culpar por ter feito pouco esforço.
Eu comi quase como uma pessoa normal. Eu comi em público, com meus parentes, com meus amigos, com os parentes do N., peguei um milk-shake e saí andando com ele no meio de todo mundo sem que ficassem me olhando. Comi quase tudo que tive vontade, e o mais importante, eu senti vontade de comer, de no mínimo experimentar e ter certeza se valia ou não a pena comer. Talvez eu não seja a mais nutrida das pessoas, mas só de saber que eu consigo comer algo sólido todos os dias já é alguma coisa.
As vezes até acredito no tal do 'ponto de equilíbrio' que me permita sentir algo próximo à felicidade. Um peso razoável que não faça minha barriga encher de dobras quando me sento e nem sentir tontura e falta de ar quando me levanto.
O namoro vai bem, mas já esteve melhor. Ele diz que sou perfeita em todos os aspectos, o único problema é o meu desânimo, apatia, falta de vontade de sair de casa, e tudo mais do gênero. Tudo que todo mundo também reclama. Isso me incomoda também, e até já pensei em tomar algum energético. Mas a questão é que o problema não resolve com uma cápsula de pó de guaraná. Eu preciso consertar o que me deixa desanimada, e aí sim. Se ele não gostasse do meu cabelo, das minhas roupas, maquiagem, qualquer coisa assim, seria tão mais fácil de resolver. Era só pegar e mudar. Mas como vou pegar o meu humor nas mãos e ajeitá-lo do jeito que quero?
Ah, eu sei que o post ficou uma bosta e que eu estou sumida, etc etc etc. Mas tô com um problemão pra escrever. NÃO SAAAI! Tenho TANTA coisa pra contar, mas não sai. Dá vontade de vir escrever quando leio os comentários, quando dizem que adoram o jeito como eu escrevo, etc, "mas quando abro o word me dá vontade de debruçar e tirar um cochilo" (by Marcy).
Enfim...
Postado por Anne Darkness às 00:25 10 comentários
sábado, 13 de novembro de 2010
Acho que estou tendo uma recaída.
Passavam-se meses desde o último corte, desde o último vômito, desde o último período de NF. Eu estava feliz por estar conseguindo, mesmo com todas as cicatrizes que sempre me remetem à momentos ruins. Devo ter me esquecido de como lidar, e por isso vai me custar tanto até quando tudo resolver passar, de alguma forma. Uma voz fica repetindo incansávelmente: "você deveria ter se conformado há tempos de que não é mais a menininha de 12 anos que se corta toda vez que algo dá errado". Mas está tudo tão sufocante... e os cortes aliviam de um jeito tão profundo...
Estou sozinha. Na escola, no cursinho, e principalmente em casa. Parece que todos fazem questão de se dedicarem para acabar comigo. Quando preciso de ajuda com trabalhos ou alguma matéria que perdi, tomo 'não' de todos que eu sempre ajudo. Acabo sempre dando um jeito de me resolver e provar que não preciso tanto da ajuda deles, quanto eles precisam da minha. Mas é claro que isso não é verdade.
Eu não quero alguém pra ouvir meus lamentos e dizer que entende e sente muito por tudo. Na verdade, eu queria que ninguém desconfiasse de nada. NUNCA.
Não entendo como que ainda consigo acreditar em mim. Algo tenta fazer com que eu me conforme com o fato de que qualquer coisa ruim que aconteça, fará com que eu acabe tendo uma recaída, e outra, e outra. Mas não me importo em descer 5 degraus de uma só vez, porque sei que quando eu conseguir subi-los novamente, mesmo que demore, estarei mais forte do que da primeira vez.
Não aconteceram apenas coisas ruins durante esse tempinho em que não postei. Tive um festival de músicas retrô em que toquei piano, e foi uma delícia! Meu pai diz sentir-se tão orgulhoso quando me ouve tocar que a única coisa em que consigo pensar é em melhorar, Melhorar, MELHORAR. A coisa que o N. mais odeia em mim é, sem dúvida alguma, essa minha necessidade de compensar todas as decepções que meus três irmãos deram ao meu pai desde o dia em que nasceram. E ele valoriza grande parte do que faço. Já minha mãe, que só tem a mim de filha e sempre foi acostumada a ver um boletim impecável a cada bimestre, não demonstra nenhuma reação quando eu supero as expectativas.
As férias estão chegando! Minha última prova - tanto da escola quanto do técnico - é no dia 30/11. E depois desse (abençoado!) dia, eu quero veeer quem é que me faz ir pra aquele inferno!
Vou passar meu fim de semana prolongado assistindo MUITOS filmes tristes. Essa semana mesmo assisti Geração Prozac, que uma amiga gravou pra mim. É tudo tão familiar que chega a assustar. Recomendo muito!
E desculpem o sumiço. É falta do que contar mesmo, e não tanto de tempo. Acho que saí da fase de botar tudo pra fora escrevendo, e entrei para a fase de ficar guardando e guardando, até estourar.
Amo todas
Postado por Anne Darkness às 00:15 13 comentários
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Ano passado, por volta dessa data, eu estava torcendo com todas as minhas forças para que NÃO resolvessem fazer bolo ou qualquer outra comemoração para o meu aniversário, semana que vem. Torci tanto que não teve bolo, nem comemoração, nem nada. Foi a realização da minha vida! Total sensação de alívio.
Já esse ano, o problema não é necessariamente o bolo. O problema é que eu, definitivamente, não tenho o que comemorar.
Fiz coisas novas, conheci pessoas novas, até melhorei em alguns aspectos relacionados a comer quase todos os dias e não ficar desmaiando por ai. E ainda assim, emagreci. Significativamente, devo dizer. É que eu sou burra mesmo. Porque eu deveria estar saltitante de felicidade desde o fim de 2009.
Eu sabia que seria assim. Ainda não cheguei no final do arco-íris, mas já consigo ver o meu pote de cereais lá na frente. "Ah, eu ficaria tão feliz com 55kg! Ou 52. 50kg estaria perfeito! 47... Um IMC 16..." Não tem valor nenhum. As roupas largas são minha única referência confiável do quanto diminui. Sem isso como base, me sinto tão obesa e nojenta como sempre me senti.
Não foi um ano de fracassos, tampouco de progressos. Continuo em alguma das 'estacas zero' espalhadas pelo meu caminho. E isso não merece nem ser mencionado. Muito menos comemorado.
Mais duas provas e pronto, fim do 3º bimestre. Ótimo! Não vejo a hora de estar de férias da escola e do cursinho. Está estressante demais. Tenho vontade de chorar toda vez que penso que ainda tem provas e trabalhos, e que eu preciso dar um jeito milagroso de conseguir uma nota melhor. Só consigo pensar na minha cama e em ficar em casa. Toda vez que deito pra dormir, começo a pensar nas tarefas e trabalhos que ainda não fiz, e que preciso entregar até o dia X, etc etc etc. Vou aloprar jájá. Ainda mais eu, que já sou toda fora dos eixos.
E pensar que tudo ainda pode ficar pior...
Postado por Anne Darkness às 13:20 18 comentários

